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Imagem actual: Do Porto a Ulan Bator – Uma Viagem Pela Rota dos Sonhos

Do Porto a Ulan Bator – Uma Viagem Pela Rota dos Sonhos

deia é simples: sair do Porto e chegar a Ulan Bator, na Mongólia, por terra, sem aviões. Uma viagem longa, por vezes difícil, mas cheia de promessas. O caminho? Uma espécie de costura entre o Ocidente e o Oriente, ligando aldeias, cidades, montanhas, desertos, culturas e paisagens completamente diferentes. Uma travessia que mais parece um sonho antigo do que um plano real — mas está a acontecer.


Da Península Ibérica ao coração da Europa

A primeira parte do percurso leva-me até San Millán de la Cogolla, onde ficam os mosteiros de Yuso e Suso, berço da língua castelhana. De lá, sigo para a vila francesa de Saint-Savin-sur-Gartempe, conhecida pelos seus frescos medievais.

Depois, a paragem em Bruxelas, para saborear a vida urbana europeia e, talvez, preparar o espírito para o que vem a seguir: os Alpes, com as suas estradas sinuosas, lagos glaciais e aquela sensação de estar a atravessar um cenário de outro mundo.


Danúbio, Impérios e o início do Oriente

De Viena a Budapeste, a viagem segue o curso do Danúbio e mergulha em duas cidades cheias de história, arte e cafés. A partir daqui, entro numa nova fase da viagem: cruzar a ponte entre Europa e Ásia e chegar a Istambul, cidade onde o Oriente começa a revelar-se.

Depois vêm as paisagens surreais da Capadócia, e a mística do Monte Nemrut, onde colossos de pedra guardam o silêncio das montanhas.


Irão e a travessia do Cáspio ao deserto

Do lado de lá, o Irão chama com as suas montanhas, desertos, mesquitas e hospitalidade lendária. Quero passar por Teerão e pelo Parque Nacional de Golestan, um pedaço verde num país de contrastes.

A seguir, o plano é entrar no Turquemenistão e visitar a lendária Porta do Inferno, uma cratera ardente que parece saída de um pesadelo… ou de um filme de ficção científica.


Cidades douradas e estepe infinita

Em Samarkand e Bukhara, no Uzbequistão, espero encontrar os vestígios da Rota da Seda, com os seus azulejos azuis e mercados cheios de vida. Depois, o Cazaquistão: o Mar de Aral quase seco, a estepe sem fim e a capital futurista Astana.


Sibéria, Altai e o fim do caminho

Atravessar a Sibéria e subir até às montanhas Altai será, sem dúvida, um dos desafios mais duros e mais belos da viagem. Por fim, quero chegar à Mongólia, terra de nómadas, vastidões e silêncio. Dormir numa ger, ver os cavalos a correr livres e sentir que o mundo ainda guarda lugares assim.


Porquê esta viagem?

Porque quero viver com menos e sentir mais. Porque acredito que atravessar continentes também é uma forma de atravessar as ideias, os medos, os desejos. Porque o mundo é demasiado vasto para ser visto apenas de avião.

Esta viagem é o início de uma aventura e, quem sabe, de uma nova forma de estar na vida. Ainda não parti, mas cada pesquisa, cada mapa, cada conversa já me está a mudar.


🌍 Acompanha o blog Destralha para seguires este caminho desde o sonho até ao pó da estrada.
📌 Vêm aí histórias, desafios, imprevistos e muitos quilómetros pela frente.

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